Trinity Records · 31 Ago 2026

O sistema de emails.
Testámos. Isto é o que deu.

Não é uma proposta, é o resultado de um teste a sério que corri hoje. Lê na diagonal, está feito para isso.

O motor de envio já existe. O que estava por provar era se havia para onde enviar.
01 · O que pediste

Três peças, e só uma delas estava por resolver.

Escolher o tipo de contacto e a zona

A&R, supervisor de sync, produtora. Mundo, Europa, EUA, UK.

Ir buscar os emails sozinho

Esta era a peça por provar. É sobre ela que este documento fala.

Enviar e fazer follow-up

Já está feito. Corre há meses noutros projectos meus, com sequências, respostas detectadas e paragem automática de quem responde. Clonar para ti é meio dia.

02 · O teste

Peguei em 12 artistas de referência e fui ver quem os edita.

A lógica é a que tu querias: em vez de uma lista comprada, partir dos artistas onde queres estar e apanhar as editoras que lhes editaram discos desde 2022. Cada editora vem com a razão de estar na lista. Isso é a primeira linha do teu email já escrita.

Passo 1

84 editoras encontradas

A partir de 12 artistas. A parte da descoberta funciona bem.

Passo 2

18 são majors e selos de majors

Interscope, RCA, Atlantic, Columbia, Capitol. Não há porta de entrada para um beat não pedido. Fora.

Passo 3

44 não têm sequer site

São veículos societários, não empresas com porta à rua. Fui buscar ao Discogs e ao Wikidata para confirmar: recuperei uma em 46. Não é falha do robô, os dados não existem.

O que sobra

17 alcançáveis. Dessas, 3 com email.

As outras 14 só têm formulário ou página de demos. Dreamville, 10K Projects, Since '93, Central Station.

03 · A comparação

Corri o mesmo robô num alvo diferente.

Para saber se o problema era a ferramenta ou o alvo, apontei o mesmo colector a podcasts, que também licenciam música. Mesmo código, mesma extracção, mesma limpeza.

4%
Editoras
3 emails
em 84 alvos
56%
Podcasts
217 caixas reais
em 384 alvos
"

A ferramenta funciona. O que decide tudo é o alvo. As editoras são selos sem porta à rua. Os podcasts publicam o email do dono num campo obrigatório do próprio feed. Não é raspar, é ler.

Ressalva honesta, para não leres isto mal: os podcasts pagam pouco, não são o teu negócio. O valor deste número é servir de régua para medir qualquer outro alvo antes de gastarmos tempo nele.

04 · O que isto muda

A tua ideia dos links não era o plano B.

Disseste que, para os alvos sem email, se podia guardar o link do formulário. Acontece que no alvo que escolheste isso não é a excepção, é quase tudo. Qualquer versão disto vai ter sempre duas saídas.

Rota automática

Quem tem email vai para o motor: envio, sequência e follow-up sozinho. É aqui que a máquina trabalha por ti.

Fila manual

Quem só tem formulário fica numa fila com o link directo e a razão de estar lá. Preenches tu, com o link da Sonique. Não precisa de infraestrutura nenhuma.

05 · O domínio

Perguntaste do Gmail. Mudei de ideias a meio.

Não

@gmail.com não dá. Não és dono do gmail.com, portanto não podes configurar a autenticação do domínio, que é o que separa a caixa de entrada do spam. Além disso limita a 500 por dia e, se queimar, leva a tua conta pessoal à frente.

Sim

Um subdomínio do teu próprio domínio, sim. Tipo mail.trinityrecords. Com a autenticação bem posta, e tu continuas a usar a interface do Gmail, se quiseres, via Google Workspace.

Porque é que mudei de ideias

Eu tinha-te dito para registares um domínio novo e descartável. Isso fazia sentido para milhares de envios automáticos. Os números de hoje mostram outra escala: dezenas a algumas centenas de emails, escritos com cuidado.

A esse volume o risco de queimar é baixo, e a credibilidade passa a valer mais. Quem recebe mail teu do domínio do Trinity confia mais do que se receber de um domínio novo que cheira a ferramenta de spam. Poupas o domínio, o registo e três semanas de aquecimento antes do primeiro envio.

06 · O que falta de ti

Quatro coisas, e nenhuma leva mais de dez minutos.

Do meu lado o colector está escrito e o motor de envio já existe. Isto é o que não consigo fazer sozinho.

1
Os 15 ou 20 artistas onde queres mesmo estar.É o único input da máquina. Usei uma lista provisória para o teste, mas a lista certa é a tua e muda tudo o que sai do outro lado.
2
Confirmares que és dono de 100% das faixas.Master e edição, sem ninguém por assinar e sem samples por limpar. Chama-se one-stop e é o primeiro filtro que qualquer supervisor aplica. Se tens isso, é o teu argumento mais forte e vai na primeira linha do email.
3
Dizeres em que domínio queres receber as respostas.O teu, num subdomínio. Só preciso do nome para tratar da autenticação.
4
Decidires o alvo com os números à frente.4% contra 56% não é opinião minha, são duas medições. Diz-me se queres insistir nas editoras a sabê-lo, ou apontar a um alvo onde há endereços. Qualquer das duas está bem, só não quero que decidas às escuras.